quinta-feira, 31 de julho de 2014

Slowdive - Ballad of sister sue



From album: Just for a day (1991)




Resenha:

Lançado em 1991, é o primeiro álbum de Slowdive e, por isso, traz todos aqueles subterfúgios de “primeiro álbum”: indefinição, experimentação e incerteza. Apesar de Souvlaki ser, de longe, o meu álbum preferido – e acho que é o da maioria daqueles que gostam de Slowdive –, preciso dizer queJust For A Day deve estar em segundo lugar no pódio. É, de fato, um álbum mediano e que, para quem não conhece, deveria ser escutado após Souvlaki, tal qual uma intermediação entre este e o Pygmalion.

Não há outra palavra para descrever o álbum além de onirismo. As levadas e vocais sutis te elevam a uma atmosfera letárgica. E eu ainda posso jurar que há uma influência pós-punkiístaou qualquer coisa próximo a isto no álbum. Afinal, não é à toa que Just For A Day começa com bumbos de bateria e linhas de baixo dramáticas na música Spanish Air. O álbum começa profético, apocalíptico e se desenrola entre o leve (Celia's Dream), o derradeiro (Ballad of Sister Sue) e o excessivo surreal (Primal). Há quem diga que Just For A Day e Souvlaki são tão encharcados de Dream-pop que Slowdive merece o título de Cocteau Twins do Shoegaze!

Slowdive foi uma banda marcante que, com seus três álbuns, dividiu épocas em toda sua brevidade. Seus álbuns não deveriam ser explicados e, sim, apenas sentidos, cada um a seu modo em toda liberdade do subjetivo do ser humano. Esta é a minha interpretação e me resigno se as sensações de Souvlaki, Just For A Day e Pygmalion surgirão diferentes em quem lê isto. De qualquer forma, uma vez eu disse que a minha concepção de “belo” era “melancólico”. E, para mim, a personificação sonora do belo é Slowdive!

domingo, 20 de julho de 2014

Galaxie 500 - Blue Thunder




From albúm: On fire (1989)




Resenha:

Esse é um albúm quente para ser ouvido ao final da tarde, albúm que faz folhas de árvores cairem lentamente e as lágrimas ficarem na borda dos olhos sem cair. Com um forte cheiro do Velvet Undergtound, esses acordes simples e distorcidos insamente, nos levam a uma atmosfera tão densa e estranha como a surpresa de uma nostalgia inesperada. Tudo é tão bonito, tudo é tão triste. É como o fogo que consome folhas secas de uma árvore no outono. Galaxie 500 é o carro para viajar dentro de si mesmo, nas curvas mais acentuadas do coração.